quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Ao Largo

Há pessoas que nasceram para voar.... fazer ninhos em várias árvores.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Longe

Sonhar acácias!
Sonhar imbondeiros!
Sonhar terra vermelha!
Sonhar kandongueiros!
Sonhar quinguilas!

Rotina

Hoje foste um bom robot?

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Dou por mim a deambular. Ando pela cidade e imagino como seria à 20 ou 30 anos atrás. Imagino como será daqui a 20 ou 30 anos. Penso como será a minha presença se aqui continuar. Penso como será se estiver num outro lugar. Outra cidade, outra aldeia.
África. Até quando?

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Consciente

Os anos vão bazando
um fio de cabelo
mostra o passar do tempo
torna suaves meus ais
aprendi a estar bem comigo
pinto as madrugadas de carinho
amo-te mulher
conheço-te amigo
como quem conhece o mundo
quero-te meu filho
como quem se vê ao fundo
sei cada minuto de sossego
sei cada hora de paixão
sei cada segundo não me nego
sei cada caminho
já sem ilusão

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Cô cô cuê

Bengui dóxi cú batê pêto, sá lá liba cá d'aua taba, conóbia cú sá bissu sótxi, só sá lá vagi cá cum'izê.

Ocá Longo

A paisagem da roça em Ocá Longo era de um majestoso que estonteava: grandes vertentes que iam terminar abruptamente num frondoso vale; árvores altaneiras e seculares cujos ramos se estiraçavam preguiçosamente sobre os cacueiros, como que cansados da sua constante acção protectora; troços de água que desafiavam as fragas agrestes e selvagens e se projectavam no espaço, salpicando-o de infinitas gotas, as quais transmitiam um tom de frescura à paisagem.
Os corpos dos homens e mulheres, empertigados no trabalho, pareciam espelhos, tal a transpiração que os inundava. O tom monocórdico da paisagem, entrecortado aqui e ali por um ou outro queblancaná mais buliçoso, constratava gritantemente com a azáfama que ali reinava. Ouviam-se gritos de estímulo e cada vez mais aquela gente se emaranhava à volta dos cacueiros, como que disposta a despi-los por completo.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

O que vês?

Há coisas que não se deveriam ver: não nos deixam dormir.

A beleza - a pureza, a sinceridade - inquieta. Não ajuda os bem-pensantes.